usuários de maconha

Quais as doenças que mais afetam os usuários de maconha?

 Quais as doenças que mais afetam os usuários de maconha?

Em 2016, o jornal britânico, The Telegraph, divulgou uma série de dados recolhidos pela ONU sobre o consumo da maconha. De acordo com a organização, o número de usuários no mundo, entre 2000 e 2015, era de aproximadamente 180 milhões. Embora o percentual brasileiro de consumo da droga fosse relativamente baixo – 2,5% na época –, a cautela é sempre necessária. Nesse sentido, é relevante conhecer quais as doenças que mais afetam os usuários de maconha.

Afinal, são pelo menos 3 milhões de brasileiros, entre 18 e 59 anos, usando esse psicoativo derivado da Cannabis. Ainda que o uso medicinal da maconha seja uma realidade, essa aplicação difere enormemente dos fins recreativos. Apontamos aqui, portanto, os problemas relacionados à utilização não-terapêutica da droga.

Transtornos mentais estão entre as doenças que mais afetam os usuários de maconha

Como acontece em muitas outras substâncias psicoativas, a maconha pode aumentar o risco de desenvolver certos transtornos mentais. Os efeitos na saúde mental podem ir desde depressão, até maior propensão para esquizofrenia, psicose e quadros de fobia social. O abuso dessa droga, embora não leve à overdose, está ligado a uma maior presença de pensamentos suicidas também.

Paradoxalmente, pessoas que já sofriam de transtornos mentais, anteriormente, podem encontrar um uso terapêutico da maconha. A literatura especializada aponta que esquizofrênicos e psicóticos podem melhorar o seu grau de aprendizagem e até mesmo a memória.

É claro que esse deve ser um uso altamente controlado de cannabis. Vale lembrar também que, dentre as condições psicológicas, o transtorno bipolar não apresenta melhora com o uso da substância. Esse é um caso em que os sintomas do transtorno tendem a piorar.

Ataque cardíaco

No último ano, o National Institutes of Health (NIH) divulgou que o consumo de maconha pode aumentar o risco de doenças cardíacas. A entidade constatou que a ativação dos receptores do tipo canabinoide 1 nas células do sistema cardiovascular apresenta riscos. O resultado desse estado fisiológico tende a ser arritmia e hipotensão.

Os receptores podem, inclusive, sofrer mudanças definitivas quando há o uso de grandes quantidades de maconha. As evidências apontam que esse quadro leva ao desenvolvimento de arteriosclerose, diabetes e favorece falhas cardíacas e AVCs. O risco do último aumenta em 26% com o uso frequente da droga. Já os ataques cardíacos têm incidência 10% maior.

Doenças respiratórias

Entre as doenças que mais afetam os usuários de maconha estão os problemas de ordem respiratória. Bronquite e tosse crônica estão ligadas ao ato de fumar os cigarros da droga com frequência. Essa é uma relação, contudo, que precisa de maior aprofundamento para que se compreenda a extensão dos problemas causados.

Câncer

A propensão ao câncer é conhecida de longa data nos casos de tabagismo. Para a maconha, ainda se procuram evidências que confirmem, para além de todas as dúvidas, essa relação. Mesmo assim, alguns estudos defendem que os tipos de câncer comuns ao tabagismo podem estar entre as doenças que mais afetam os usuários de maconha.

Nomeadamente, falamos dos carcinomas de pulmão, pescoço e cabeça. O único caso que apresenta fortes evidências, atualmente, é o que envolve o câncer de testículo. Ainda que estudos em maior quantidade sejam necessários antes de se dar um veredicto final sobre o assunto.

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